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A mostrar mensagens de agosto, 2020

Uma agenda

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Já cansada olha para a agenda que traz sempre consigo e onde anota todas as tarefas do dia, ainda tem tanto para fazer. As olheiras escuras não deixam margem para duvidas...as noites têm sido difíceis. O corpo robusto, dobrado pelo cansaço denuncia a vontade de parar...mas desistir é palavra que não conhece e as mãos teimosas não param e de folha em folha vão corrigindo erros e gralhas dando forma ao texto necessário para o discurso. As horas passaram lentamente e no final do dia, de cabeça erguida, olhos claros, cabelos longos bem tratados e passo apressado sai. Aguarda algo. A ansiedade está patente na forma como vai alternando o peso do corpo numa e noutra perna, na forma desajeitada e repetitiva com que arranja o casaco, no olhar que lança sempre que se aproxima um caro vermelho. De repente sorri. Ergue a mão de dedos finos e acena como que a chamar alguém. E num abrir e fechar de olhos tudo muda e a agenda é esquecida.... #histórias

Liberdade de ser

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  Sentada no banco do jardim, fecha os pequenos olhos castanhos e deixa que a brisa matinal lhe traga o sorriso simpático com que brinda quem passa. Esguia e atlética levanta-se para a sua corrida, põe os fones nos ouvidos e a musica inunda o seu mundo. De passo constante lá vai ela absorvendo tudo o que a envolve. Observa e pensa que da próxima vez trará a máquina fotográfica. Pára. Inspira. O cheiro a mar aguça-lhe os sentidos. Desce a ravina, descalça os ténis e depressa enfia os pés na areia...a sensação de liberdade é imediata. Corre á beira mar deixando que os salpicos salgados lhe temperem a alma e libertem o ser. A brisa bate-lhe na cara e num sorriso expontâneo mergulha na onda de alegria e liberdade de ser.

O outro lado

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  Amanhece preguiçosa, de semblante carregado, traz consigo o relógio que lhe marca a rotina do hábito. Pouco sorri, de olhos esbugalhados, escurecidos pelas olheiras e de passo marcado faz a ronda ao edifício assegurando que tudo está nos sítios. A postura altiva realça o porte elegante e assertivo das atitudes. Quem a vê, lê nos gestos a dureza e frontalidade de quem se protege do mundo...quem a olha, lê na alma a solidão de quem não acredita, o outro lado, o avesso que se esconde. Respira fundo, levanta a cabeça e abre as portas do edifício ao burburinho matinal de mais uma segunda-feira. #segunda #ela

Outros caminhos

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  Enrolado no sofá agarra o livro e perde-se na história das suas personagens. Com mãos seguras muda a página e identifica-se na paixão, no sentir, na revolta, nos caminhos que se cruzam e nas palavras trocadas...aquilo perturba-o. Fecha o livro e de olhar no vazio perde-se no tempo. Há caminhos que são nossos, com pedras que nos fazem tropeçar...as quedas fazem parte e ele já caiu tanto, apenas para voltar a levantar-se e com as feridas, as mágoas e força redobrada começar tudo de novo. Volta ao sofá e ao livro e naquelas páginas acaba por adormecer...amanhã será um novo dia e outros caminhos para seguir.

Vamos Dançar?

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  A musica está alta, ela dança como se não houvesse amanhã, leve e ao mesmo tempo desengonçada. Nada mais importa, apenas ouvir, cheirar e deixar a memória vaguear no tempo. O corpo ainda responde por isso dança, dança e sorri...afinal aquela é a musica da sua vida! O som invade o espaço, o seu corpo balança nos acordes da melodia fazendo-a viajar. No momento em que abre os olhos trava o movimento...estende a mão e pergunta: Vamos dançar?