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A minha escrita

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Desde sempre que as palavras, as histórias, personagens, outras vidas fazem parte dos meus dias. No entanto estas são as minhas histórias...histórias sem tempo! Não sou escritora, não tenho essa veleidade. Não domino as virgulas, as reticências e os pontos finais da minha vida como poderei deixar-me ir nas metáforas e hipérboles do mundo das palavras? Escrevo, linhas simples, histórias minhas, sentimentos, duvidas, aprendizagens no tempo. No corre-corre do dia a dia, nos minutos contados das horas, entre documentos, trabalhos gráficos, redes sociais, telefonemas, reuniões, família e casa...o meu tempo é precioso. Tempo para mim, para as minhas palavras, os meus pensamentos, os meus silêncios...tempo meu que aprendi a ter! O meu primeiro encontro com a escrita aconteceu com aqueles cadernos que tínhamos como diários e onde escrevia um pouco sobre os melhores ou piores momentos do meu dia, eram textos simples, pouco trabalhados e que eram apenas o reflexo da pouca idade. Mais tarde a máq...

Uma agenda

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Já cansada olha para a agenda que traz sempre consigo e onde anota todas as tarefas do dia, ainda tem tanto para fazer. As olheiras escuras não deixam margem para duvidas...as noites têm sido difíceis. O corpo robusto, dobrado pelo cansaço denuncia a vontade de parar...mas desistir é palavra que não conhece e as mãos teimosas não param e de folha em folha vão corrigindo erros e gralhas dando forma ao texto necessário para o discurso. As horas passaram lentamente e no final do dia, de cabeça erguida, olhos claros, cabelos longos bem tratados e passo apressado sai. Aguarda algo. A ansiedade está patente na forma como vai alternando o peso do corpo numa e noutra perna, na forma desajeitada e repetitiva com que arranja o casaco, no olhar que lança sempre que se aproxima um caro vermelho. De repente sorri. Ergue a mão de dedos finos e acena como que a chamar alguém. E num abrir e fechar de olhos tudo muda e a agenda é esquecida.... #histórias

Liberdade de ser

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  Sentada no banco do jardim, fecha os pequenos olhos castanhos e deixa que a brisa matinal lhe traga o sorriso simpático com que brinda quem passa. Esguia e atlética levanta-se para a sua corrida, põe os fones nos ouvidos e a musica inunda o seu mundo. De passo constante lá vai ela absorvendo tudo o que a envolve. Observa e pensa que da próxima vez trará a máquina fotográfica. Pára. Inspira. O cheiro a mar aguça-lhe os sentidos. Desce a ravina, descalça os ténis e depressa enfia os pés na areia...a sensação de liberdade é imediata. Corre á beira mar deixando que os salpicos salgados lhe temperem a alma e libertem o ser. A brisa bate-lhe na cara e num sorriso expontâneo mergulha na onda de alegria e liberdade de ser.

O outro lado

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  Amanhece preguiçosa, de semblante carregado, traz consigo o relógio que lhe marca a rotina do hábito. Pouco sorri, de olhos esbugalhados, escurecidos pelas olheiras e de passo marcado faz a ronda ao edifício assegurando que tudo está nos sítios. A postura altiva realça o porte elegante e assertivo das atitudes. Quem a vê, lê nos gestos a dureza e frontalidade de quem se protege do mundo...quem a olha, lê na alma a solidão de quem não acredita, o outro lado, o avesso que se esconde. Respira fundo, levanta a cabeça e abre as portas do edifício ao burburinho matinal de mais uma segunda-feira. #segunda #ela

Outros caminhos

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  Enrolado no sofá agarra o livro e perde-se na história das suas personagens. Com mãos seguras muda a página e identifica-se na paixão, no sentir, na revolta, nos caminhos que se cruzam e nas palavras trocadas...aquilo perturba-o. Fecha o livro e de olhar no vazio perde-se no tempo. Há caminhos que são nossos, com pedras que nos fazem tropeçar...as quedas fazem parte e ele já caiu tanto, apenas para voltar a levantar-se e com as feridas, as mágoas e força redobrada começar tudo de novo. Volta ao sofá e ao livro e naquelas páginas acaba por adormecer...amanhã será um novo dia e outros caminhos para seguir.

Vamos Dançar?

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  A musica está alta, ela dança como se não houvesse amanhã, leve e ao mesmo tempo desengonçada. Nada mais importa, apenas ouvir, cheirar e deixar a memória vaguear no tempo. O corpo ainda responde por isso dança, dança e sorri...afinal aquela é a musica da sua vida! O som invade o espaço, o seu corpo balança nos acordes da melodia fazendo-a viajar. No momento em que abre os olhos trava o movimento...estende a mão e pergunta: Vamos dançar?